Preço Do Aluguel De Chiller
Comparar propostas de aluguel de chiller é uma das comparações mais fáceis de errar do setor, porque a mensalidade — o número que salta aos olhos — responde por parte do custo e por quase nada do risco. Duas propostas com mensalidades próximas podem ter custos totais separados por dezenas de por cento e escopos de responsabilidade incomparáveis.
Este é um método de normalização em quatro passos, que transforma propostas diferentes em números que podem ser colocados lado a lado.
Passo 1: separar mensalidade de mobilização
Frete de ida e de volta, instalação, partida assistida e desinstalação são custos fixos, que existem tanto em um contrato de três semanas quanto em um de dois anos. Algumas propostas os embutem na mensalidade, outras os apresentam à parte, e algumas omitem parte deles.
Sem essa separação, a comparação se inverte com facilidade. Em um contrato de quatro semanas, uma proposta com mensalidade dez por cento menor e mobilização o dobro da outra custa mais no total. Em um contrato de dois anos, a mesma proposta custa menos.
O procedimento é pedir os dois valores separados a todos os fornecedores e calcular o custo total do período pretendido, com a hipótese de prorrogação que se considera provável. Contratos de emergência quase sempre se estendem — o reparo do equipamento próprio costuma revelar mais do que se esperava —, e uma prorrogação negociada sob pressão tem preço diferente de uma prevista. Vale exigir o valor de prorrogação definido no contrato original.
Passo 2: normalizar a capacidade
Propostas frequentemente respondem com capacidades diferentes, e comparar valores por equipamentos de portes distintos não informa. Antes de comparar, é preciso saber qual capacidade é a correta.
Ela vem da carga térmica real, medida no circuito existente e não retirada da placa do equipamento parado — muitas instalações foram dimensionadas com folga generosa, e locar a capacidade nominal de um equipamento sobredimensionado significa pagar mensalidade e energia por capacidade que não será usada. A medição leva minutos: para água, cada metro cúbico por hora de vazão com um kelvin de diferencial entre retorno e saída corresponde a aproximadamente 1,16 kW removidos, e o total em kW dividido por 3,517 dá a capacidade em toneladas de refrigeração.
Com a capacidade definida, é possível pedir a todos a mesma coisa. E vale informar também a temperatura de saída exigida: um equipamento selecionado para 12 °C não entrega a mesma capacidade a 5 °C, e abaixo de aproximadamente 5 °C o circuito precisa de solução de água e glicol, o que reduz a capacidade efetiva e acrescenta um insumo ao contrato.
Passo 3: normalizar o escopo de manutenção
Este é o passo que mais frequentemente revela que as propostas não eram comparáveis. Em locação, a manutenção preventiva e corretiva do equipamento é obrigação do locador, com compromisso de manter a capacidade disponível — e é essa obrigação, não a máquina, que se está comprando.
Seis perguntas definem a fronteira em cada proposta. A preventiva está incluída, com que periodicidade? Uso intenso, em regime contínuo, pede intervenção a cada três a seis meses. A corretiva está incluída sem limite de chamados? Qual é o prazo comprometido de atendimento em falha, e ele está escrito no contrato? Existe regra de substituição do equipamento quando a falha não se resolve nesse prazo? Em ambiente industrial com poeira, fibras ou névoa de óleo, a limpeza periódica das serpentinas do condensador está prevista — porque a obstrução tem o mesmo efeito da incrustação e reduz a capacidade em semanas? Quem fornece e verifica os insumos, em especial refrigerante e a concentração da solução de glicol?
Uma proposta que responde não a três dessas perguntas e tem mensalidade vinte por cento menor não é mais barata: é outro produto.
Passo 4: somar a energia
A energia elétrica é sempre do locatário, e em operação contínua ela supera a mensalidade em pouco tempo. É a maior parcela do custo total de operar um equipamento locado, e é a que praticamente nunca entra na comparação.
O cálculo é direto. Com o consumo específico do equipamento em kW por tonelada de refrigeração, a capacidade efetivamente utilizada e as horas de operação previstas, chega-se ao consumo do período; multiplicado pela tarifa, dá o custo de energia. Equipamentos bem selecionados operam em faixas da ordem de 0,6 kW/TR a plena carga, e o valor real depende do tipo de compressor, do estado da troca térmica e das condições de instalação.
Duas conclusões práticas saem daí. A primeira é que vale pedir o dado de consumo específico ao comparar opções, porque uma diferença modesta nele pode superar a diferença de mensalidade. A segunda é que locar capacidade excedente é pago duas vezes: na mensalidade e na conta de luz, porque um equipamento acima da carga opera em carga parcial baixa, com eficiência pior que a nominal, ciclando o compressor.
O item que não se normaliza, e por isso decide
Depois dos quatro passos, resta um fator que não se converte em número com facilidade: a capacidade do fornecedor de fazer o equipamento operar bem na sua instalação.
Uma parcela relevante das locações que decepcionam envolve equipamento correto e instalação inadequada. Chiller com condensação a ar posicionado junto a uma parede ou em recinto fechado recircula o ar quente que descarrega, e a capacidade cai sem que haja defeito. Vazão da bomba existente abaixo da faixa do evaporador piora a troca e aproxima o equipamento do congelamento. Volume de água insuficiente em processo pulsante faz o compressor ligar e desligar no ritmo da máquina. Ar não purgado no trecho provisório reduz a vazão e desloca a leitura de temperatura.
Um fornecedor que faz o levantamento das condições do local antes de mobilizar, que executa a instalação provisória e que fornece bombeamento e tanque de inércia quando necessários está entregando um resultado. Um que entrega o equipamento na portaria está entregando um equipamento. A diferença não aparece na proposta e aparece na primeira semana de operação.
Uma verificação final sobre a alternativa
Antes de escolher entre propostas de aluguel, vale confirmar que o aluguel é a resposta. Duas alternativas frequentemente mais baratas escapam da comparação: a recuperação do equipamento próprio, quando a perda de desempenho vem de troca térmica degradada — a temperatura de aproximação nos trocadores, comparada à referência, quantifica quanto é recuperável por limpeza; e a compra de um equipamento seminovo revisado, quando a demanda é permanente e o ponto de indiferença com a locação é curto.
Fornecedores que trabalham apenas com locação não têm como apresentar esses caminhos. É uma razão prática para consultar quem trabalha com as duas coisas.
Propostas de aluguel na Controlcal
A Controlcal apresenta mensalidade e mobilização separadas, com o escopo de manutenção explícito e o prazo de atendimento definido, a partir do levantamento da carga medida no seu circuito e das condições do local. São mais de quarenta anos em projeto, instalação e manutenção de sistemas de água gelada em São Paulo, com base na Mooca.
Os equipamentos são revisados pela nossa própria equipe e mantidos por ela durante o contrato, com as medições registradas na partida assistida. E porque trabalhamos também com venda, reforma e permuta, a proposta inclui a comparação com os outros caminhos quando eles resolvem melhor.
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