Locação Chiller Industrial

Em locação de chiller industrial, o prazo entre o pedido e o equipamento operando é decidido menos pela disponibilidade do equipamento e mais pela engenharia da instalação temporária. Uma planta preparada recebe um chiller e transfere a carga em algumas horas. Uma planta não preparada leva de um a três dias, e o tempo é gasto em tubulação, elétrica e purga — não em logística.

A diferença entre os dois cenários é um conjunto de preparações que custam pouco e podem ser feitas antes de haver qualquer emergência. Este é o detalhamento delas.

O desvio no circuito de água gelada

É a preparação de maior efeito. Um desvio consiste em um trecho de tubulação derivado do circuito principal, com válvulas de isolamento e terminações em flange ou engate rápido, dimensionado para a vazão do sistema e deixado tamponado.

Com ele, inserir um equipamento locado é uma operação de conectar mangueiras, abrir e fechar válvulas e purgar o ar. O circuito não precisa ser esvaziado, não há corte nem solda, e a produção fica sem refrigeração pelo tempo da transferência.

Sem ele, a sequência é outra: isolar e esvaziar o trecho, cortar a tubulação, soldar as derivações, testar, encher novamente e purgar. Em tubulação de diâmetro maior, com isolamento térmico a refazer, isso consome um dia de trabalho antes de o equipamento poder operar — e a produção está parada nesse intervalo.

O desvio serve para mais de uma finalidade. Ele é o que permite executar manutenção completa no equipamento próprio sem parar a planta, e o que viabiliza atender pico sazonal com capacidade adicional. Em instalação onde a refrigeração é crítica, é a medida de contingência com melhor relação entre custo e efeito.

Base, acesso e movimentação

Chillers de locação chegam em carreta ou caminhão e precisam ser posicionados. Três verificações resolvem a maior parte dos atrasos.

A primeira é a base: piso com capacidade de carga para o peso do equipamento em operação — que inclui a água do circuito interno —, nivelado, com espaço em volta para acesso de manutenção. A segunda é o caminho até a base: altura de portões, largura de corredores e curvas, capacidade de piso no trajeto, obstáculos aéreos como tubulações e bandejas elétricas. A terceira é o ponto de apoio para guindaste ou munck, com espaço para estabilizadores e sem interferência de rede elétrica aérea.

Esse levantamento leva uma hora e evita o cenário em que o equipamento chega e não entra. Feito uma vez, com a área de instalação temporária definida e registrada, ele serve para todas as locações futuras.

Afastamento para a descarga do ar quente

A maior parte da frota de locação usa condensação a ar, porque dispensa torre de resfriamento, bombas de condensação e tratamento de água, e por isso instala muito mais rápido. Isso transfere uma exigência para o local.

Um condensador a ar precisa de ar na temperatura ambiente. Equipamento posicionado junto a uma parede, em recinto fechado, em poço de ventilação ou próximo a outro chiller recircula o ar que ele mesmo descarregou. A temperatura de entrada no condensador sobe, a temperatura de condensação sobe, a capacidade cai e o consumo aumenta. Não há defeito, e o sintoma é indistinguível de um equipamento subdimensionado.

Em ambiente industrial há um segundo fator: poeira, fibras e névoa de óleo obstruem as serpentinas do condensador em semanas, com o mesmo efeito da incrustação. Em locação longa nesse tipo de ambiente, a limpeza periódica das serpentinas precisa estar prevista no escopo do contrato, e não tratada como corretiva.

Ponto elétrico e proteção

O ponto elétrico precisa ter corrente disponível para a partida e para o regime, proteção adequada, seccionamento acessível e aterramento. Vale verificar a tensão e o esquema de ligação do equipamento locado antes da mobilização, porque a frota não é uniforme.

Deixar um ponto elétrico dedicado na área de instalação temporária, dimensionado para a maior capacidade que a planta poderia precisar, é a segunda preparação de melhor efeito depois do desvio hidráulico. Ela converte a parte elétrica de uma tarefa de instalação em uma tarefa de conexão.

Conexão hidráulica, filtro e purga

As mangueiras precisam ser dimensionadas para a vazão do evaporador, com atenção à perda de carga: mangueira subdimensionada reduz a vazão e piora a troca térmica, aproximando o evaporador do risco de congelamento. Um filtro na entrada do equipamento protege o evaporador dos sólidos que o circuito existente carrega, e é um item que se dispensa em locações apressadas com consequência previsível.

O ponto de purga de ar no trecho alto é o item mais frequentemente esquecido e a causa mais comum de problema nas primeiras horas de operação. Ar acumulado reduz a vazão, provoca ruído e cavitação e desloca a leitura de temperatura, e o conjunto de sintomas é lido como falha do equipamento.

Em locações de mais de algumas semanas, o isolamento térmico das mangueiras deixa de ser opcional: sem ele há ganho de calor no trecho provisório e, em ambiente úmido, condensação superficial com gotejamento.

Vazão, volume e a temperatura que o processo exige

Três verificações técnicas fecham a preparação. A vazão que a bomba existente entrega na perda de carga real do circuito precisa estar na faixa em que o evaporador do equipamento locado foi selecionado; se não estiver, a locação precisa incluir bombeamento. O volume de água do circuito precisa ser suficiente para a variação da carga: em processo pulsante, como injeção de plástico, pouco volume faz o compressor ligar e desligar no ritmo da máquina, e um tanque de inércia provisório resolve o que capacidade adicional não resolve.

A temperatura de saída exigida define o equipamento tanto quanto a capacidade, e abaixo de aproximadamente 5 °C o circuito precisa de solução de água e glicol, com concentração definida pela temperatura mais baixa que o fluido vai atingir. Fica combinado antes quem fornece a solução e quem verifica a concentração na chegada.

Locação de chiller industrial na Controlcal

A Controlcal executa projeto, montagem, automação e manutenção de sistemas de água gelada há mais de quarenta anos, em São Paulo, com base na Mooca, e é essa capacidade de execução que a locação aproveita: fazemos o levantamento do local, executamos a instalação provisória e fornecemos bombeamento e tanque de inércia quando o levantamento mostra que são necessários.

Os equipamentos são revisados pela nossa própria equipe e mantidos por ela durante o contrato, com as medições registradas na partida. E se a sua planta ainda não tem desvio hidráulico nem ponto elétrico na área de instalação temporária, esse é o trabalho que vale fazer antes da próxima parada — programada ou não.

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